A zebra africana passeou em Abu Dhabi, e o Tout Puissant - ou "todo poderoso" em português - Mazembe ganhou uma projeção até antes nunca alcançada. O time de Lubumbashi, segunda maior cidade da República Democrática do Congo, próximo da fronteira com a Zâmbia, é o primeiro “intruso” na final do Mundial de Clubes, tradicionalmente dominado por europeus e sul-americanos.
O Mazembe foi fundado em 1939, por monges beneditinos, e recebeu seus primeiros nomes relacionados com a religião, como São Jorge e Paulo, o primeiro papa. Depois que os missionários se afastaram do clube, os dirigentes colocaram a inscrição Tout Puissant no nome do clube.
Na década de 60, o Mazembe mostrou pela primeira vez força no continente, ao conquistar o bicampeonato africano em 67 e 68, além de ser finalista em 69 e 70. Depois, o time passou por um jejum de títulos que terminou em 2000, quando conquistou o sexto título congolês da sua história.
Desde então, o Mazembe venceu quatro vezes o campeonato local e repetiu o bicampeonato africano, em 2009 e 2010. No ano passado, os Corvos não passaram da primeira partida, perdendo para o Pohang Steelers, da Coreia do Sul, por 2 a 1. O goleiro Muteba Kidiaba, que foi um dos destaques na vitória contra o Internacional, além da comemoração irreverente depois dos gols, também deu a volta por cima. Em 2009, ele foi expulso na derrota por 3 a 2 para o Auckland City, na disputa do quinto lugar.
Antes do Mundial o time ainda perdeu o técnico campeão da Liga dos Campeões Africanos de 2010, o francês Diego Garzitto, e teve o seu principal atacante, Tresor Mputu, suspenso por 12 meses depois de uma confusão em um jogo na Ruanda, quando teve que ser retirado pela polícia local por causa de um gol anulado. Pelo o que jogaram Kabangu & cia, não parece ter feito falta.
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