domingo, 20 de novembro de 2011

Palmeiras volta a vencer, se livra da degola e pode se preocupar só com rivais

Poucos artifícios pareciam ser eficazes para ajudar o Palmeiras, mas a pimenteira que Luiz Felipe Scolari colocou na sala de imprensa da Academia de Futebol deu mesmo sorte e afastou o mau olhado. Graças a Marcos Assunção, a equipe voltou a vencer ao derrotar o Bahia por 2 a 0, neste domingo, em Salvador. Agora, se livra definitivamente do rebaixamento e pode se preocupar só com os rivais São Paulo e Corinthians na reta final.


A torcida novamente pôde celebrar uma vitória após longo período de dez jogos. O último triunfo havia sido em 22 de setembro por 1 a 0 sobre o Ceará. Depois foram cinco empates e cinco derrotas. O resultado deixou o time com 46 pontos na 12ª colocação e sem chances de cair após passar um período de preocupação.
Já o Bahia mais uma vez decepciona sua torcida que encheu o Pituaçu e ainda corre riscos de disputar a Série B em 2012, já que soma 42 pontos na 15ª colocação. A duas rodadas do fim do Brasileirão, tem quatro pontos a mais que o Atlético-PR, primeiro da zona da degola.
O primeiro tempo foi equilibrado, mas o Palmeiras mostrou mais eficiência. A equipe visitante entrou em campo com uma marcação bem postada e muita organização tática, apesar dos erros de passes que prejudicavam os dois lados.
O time de Felipão conseguiu abrir o placar, mais uma vez em jogada de Marcos Assunção após cobrança de escanteio que Ricardo Bueno, no rebote, completou. Depois do gol, aos 20 minutos, o Bahia se lançou ao ataque, mas os paulistas seguraram bem o ímpeto e ainda contava com os erros adversários.
No segundo tempo, o Bahia resolveu arriscar. Colocou dois atacantes de área e passou a explorar as bolas aéreas. Já os adversários preferiam atacar pela esquerda e obrigaram o goleiro Marcelo Lomba a fazer boas defesas.
A etapa ainda teve dois gols impedidos. O primeiro do Palmeiras, aos 27 minutos, quando Valdivia aproveitou cruzamento de Luan. No minuto seguinte, foi a vez de os baianos comemorarem em vão quando o tento de Junior foi anulado.
O Bahia não tinha muitas armas para empatar o jogo e não mostrava organização para assumir a posse de bola e pressionar o adversário. Investia apenas nas jogadas de bola parada e aéreas. Já o Palmeiras administrava o jogo com inteligência e prendia a bola esperando o apito final. Mas ainda teve tempo para marcar com Marcos Assunção de falta já nos acréscimos.

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